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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A todos que dedicam sua vida a partilhar saberes

Criei o poema em homenagem a nós professores!

Profetizar

Uns são outros não

Ambos imprimem marcas

Aquecem a imaginação

Caleidoscópicos

Luz e sombra

Esperança e morte

Condução

Abandono

Motor humano

De poder imaginável

Eis você que decide resolver destinos

Assumir escolhas

Caminhar na vida

Ser preso

Ser livre

Igual ao passarinho

Angela - 15/10/2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Leituras

Pós estruturalismo, pós modernismo, pós Marxismo, pós, pós... leituras e releituras das bases do pensamento científico. Quanto a academia ainda se distancia das necessidades do POVO! Adquirem-se as bases do pensar, contrói-se uma ciência vã e o povo morrendo de fome!
Mas lembrei Gramsci que acredita que, mais que enxergar possibilidades, é preciso que queiramos de verdade fazer alguma coisa, sem isso a possibilidade fica morta. Mas lembrei também Freire que lembra-nos aquilo que está entranhado(antropologicamente) no sangue do povo brasileiro: Manipulação, querer se dá bem, ausência experiência democrática.

É isso aí... Espero encontrar possibilidades de efetivar práticas que superem um pouco essa imagem que descrevo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fabricar o tempo

Hoje a urgência está tão sacralizada que estão fazendo matérias de "como fabricar o tempo".

Algumas úteis e outras merecem a nossa reflexão sobre o tempo.

Boa leitura!

Ângela Albino


50 dicas para você fabricar tempo

Com a ajuda da tecnologia e um tanto de planejamento, os ponteiros do relógio começam a ser mais amigáveis com você. Não perca tempo, leia já as 50 dicas que preparamos

Mariana Lucena



Como todo mundo, nós da Redação da GALILEU vivemos nos queixando da falta de tempo. Em determinada fase do mês, chegamos a implorar para que as 24 horas do dia se transformem numas 36. Por isso resolvemos preparar um manual prático de economia de tempo.

São 50 dicas para evitar trânsito, ser mais eficiente no trabalho, otimizar o uso da internet, curtir o lazer sem estresse e reduzir os minutos na cozinha. Coloque em prática agora pelo menos parte delas. No mínimo, como a gente, você adianta em quatro meses as resoluções de fim de ano. Veja as 50 dicas abaixo e na página seguinte:




http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/foto/0,,21711539,00.jpg

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Práticas de Ensino

Gosto da seriedade com que alguns alunos tratam da formação profissional que escolheram. Gosto mais ainda do tom de crítica, de desejo e movimento que aparece em seus discursos.
A decisão de retornarmos ao Projeto do curso foi importante para reavivarmos os objetivos e o que compete ao Lic. em Computação. Não estamos apenas construindo justificativas superficiais para a existência do curso, pois há uma clareza e uma forte intencionalidade dos alunos em não admitirem uma subprofissão, um espaço para serem apenas avaliadores dos processos. Eles querem, acima de tudo, assumir a criação e implementação de práticas que venham a produzir conhecimento e, não apenas, circulação informações.
Espero que todos se apropriem desse documento como forma de defesa e legitimação dos processos de regularização e identidade do curso.
Assumir o nosso "eu" político nas relações sociais constitui exercicio de cidadania plena. Pensem nisso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Entrevista para refletir os analfabetismos presentes na Educação

A entrevista traz elementos importantes para refletirmos um dos problemas mais graves da educação brasileira: ausência de práticas de leitura e escrita de forma significativa. Boa leitura!


Língua Portuguesa

Edição 187 | 11/2005

''Debater e opinar estimulam a leitura e a escrita''

Para a educadora argentina, nas sociedades em que se valoriza a interação entre as pessoas e a cultura escrita, o processo de alfabetização é mais eficiente

Paola Gentile (pagentile@abril.com.br)

ANA TEBEROSKY
ANA TEBEROSKY
Foto: Gustavo Lourenção

Ana Teberosky é uma das pesquisadoras mais respeitadas quando o tema é alfabetização. A Psicogênese da Língua Escrita, estudo desenvolvido por ela e por Emilia Ferreiro no final dos anos 1970, trouxe novos elementos para esclarecer o processo vivido pelo aluno que está aprendendo a ler e a escrever. A pesquisa tirou a alfabetização do âmbito exclusivo da pedagogia e a levou para a psicologia. "Mostramos que a aquisição das habilidades de leitura e escrita depende muito menos dos métodos utilizados do que da relação que a criança tem desde pequena com a cultura escrita", afirma. Para ela, os recursos tecnológicos da informática estão proporcionando novos aprendizados para quem inicia a escolarização, mas as práticas sociais, cada vez mais individualistas, não ajudam a formar uma comunidade alfabetizadora.

Doutora em psicologia e docente do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, ela também atua no Instituto Municipal de Educação dessa cidade, desenvolvendo trabalhos em escolas públicas. Em setembro, quando esteve no Brasil para participar do Congresso Saber 2005, ela deu a seguinte entrevista à ESCOLA.

De quem é a culpa quando uma criança não é alfabetizada?
Ana Teberosky
- A responsabilidade é de todo o sistema, não apenas do professor. Quando a escola acredita que a alfabetização se dá em etapas e primeiro ensina as letras e os sons e mais tarde induz à compreensão do texto, faz o processo errado. Se há separação entre ler e dar sentido, fica difícil depois para juntar os dois.

Como deve agir o professor especialista ao deparar com estudantes de 5ª a 8ª série não alfabetizados?
Ana Teberosky
- Todo educador precisa saber os motivos pelos quais a alfabetização não ocorre. Sou contra usar rótulos como alfabetizado e não-alfabetizado, leitor e não-leitor. Quando se trata de conhecimento, não existe o "tudo ou nada". Uma criança que tenha acabado as quatro primeiras séries, apesar de dominar os códigos da língua, pode ter dificuldade em compreender um texto e não estar habituada a estudar. Algumas apresentam resistência a tudo o que se refere à escola por motivos vários. Outras têm mesmo dificuldades e, por não saber superá-las ou não contar com alguém para ajudar, evitam contato com textos. Cada caso exige atenção e tratamento diferentes.

A atitude positiva do professor tem impacto na alfabetização da turma?
Ana Teberosky - Acreditar que o aluno pode aprender é a melhor atitude de um professor para chegar a um resultado positivo em termos de alfabetização. A grande vantagem de trabalhar com os pequenos é ter a evolução natural a seu favor. Se não existe patologia, maus-tratos familiares ou algo parecido, eles são máquinas de aprender: processam rapidamente as informações, têm boa memória, estão sempre dispostos a receber novidades e se empolgam com elas. Um professor que não acha que o estudante seja capaz de aprender é semelhante a um pai que não compra uma bicicleta para o filho porque esse não sabe pedalar. Sem a bicicleta, vai ser mais difícil aprender!

Os defensores do método fônico culpam o construtivismo, base dos Parâmetros Curriculares Nacionais, pelos problemas de alfabetização no Brasil. O que a senhora pensa disso?
Ana Teberosky - Para afirmar se a culpa é ou não de determinada maneira de ensinar, seria necessário ter um estudo aprofundado das práticas pedagógicas dos alfabetizadores em todo o país. Uma coisa é o que eles declaram fazer, outra é o que eles executam de fato. Quem afirma que uma forma de alfabetizar é melhor que a outra está apenas dando sua opinião pessoal já que não existe nenhuma pesquisa nessa linha. A dificuldade em alfabetizar no Brasil é histórica e já existia mesmo quando o método fônico estava na moda.

O bom desempenho de alguns países nas avaliações internacionais pode ser atribuído à utilização do método fônico?
Ana Teberosky
- Não dá para comparar um país com outro, porque não é somente a maneira de ensinar que muda. Outros fatores aliás, importantíssimos influenciam no processo de aquisição da escrita, como as características de cada idioma. É muito mais fácil alfabetizar em uma língua em que há correspondência entre o sistema gráfico e o sonoro ou naquelas em que as construções sintáticas são simples, por exemplo.

O método fônico e a psicogênese da língua escrita são incompatíveis?
Ana Teberosky - A psicogênese não é método, e sim uma teoria que explica o processo de aprendizagem da língua escrita. Nesse contexto, defendemos a integração de várias práticas pedagógicas. Mas o importante é que se leve em conta, além do código específico da escrita, a cultura e o ambiente letrados em que a criança se encontra antes e durante a alfabetização. Não dá para ela adquirir primeiro o código da língua e depois partir para a compreensão de variados textos. Nós acreditamos que ambos têm de ocorrer ao mesmo tempo, e aí está o diferencial da nossa proposta.

Como o processo de alfabetização deve ser avaliado?
Ana Teberosky - O professor deve se basear no momento inicial de aprendizagem de cada aluno, verificando o que ele conquistou em determinado período. Além do mais, a avaliação passa pela análise do próprio trabalho: o professor tem condições materiais e estruturais para ensinar? Ele criou um ambiente alfabetizador favorável à aprendizagem e necessidades de usar a língua escrita?

O que é um ambiente alfabetizador?
Ana Teberosky - É aquele em que há uma cultura letrada, com livros, textos digitais ou em papel , um mundo de escritos que circulam socialmente. A comunidade que usa a todo momento esses escritos, que faz circular as idéias que eles contêm, é chamada alfabetizadora.

Nós vivemos em uma comunidade alfabetizadora?
Ana Teberosky
- Cada vez menos a sociedade auxilia a alfabetização por não promover situações públicas em que seja possível a circulação de escritos, debates, discussões e reuniões em que todos sintam necessidade e vontade de usar a palavra. O individualismo vai contra a formação de leitores e escritores. Há uma tese brasileira que mostra como os sindicatos, durante sua história, desenvolveram uma cultura alfabetizadora entre seus membros. Como os líderes tinham de convencer os filiados sobre determinadas teses, buscavam informações para embasar seus argumentos, levantavam questões e respondiam às apresentadas. Os sindicalizados, por seu lado, também precisavam ler documentos, participar de reuniões, colocar suas dúvidas e opiniões para decidir.

Quais atividades o professor alfabetizador deve realizar?
Ana Teberosky - Formar grupos menores para as crianças terem mais oportunidade de falar e ler para elas são estratégias fundamentais! É preciso compartilhar com a turma as características dos personagens, comentar e fazer com que todos falem sobre a história, pedir aos pequenos para recordar o enredo, elaborar questões e deixar que eles exponham as dúvidas. Se nos 200 dias letivos o professor das primeiras séries trabalhar um livro por semana, a classe terá tido contato com 35 ou 40 obras ao final de um ano.

É correto o professor escrever para os alunos quando eles ainda não estão alfabetizados?
Ana Teberosky - Sim. A atuação do escriba é um ponto bastante importante no processo de alfabetização. O estudante que dita para o professor já ouviu ou leu o texto, memorizou as principais informações que ele contém e com isso consegue elaborar uma linha de raciocínio. Ao ver o que disse escrito no quadro-negro, ele diferencia a linguagem escrita da falada, seleciona as melhores palavras e expressões, percebe a organização da escrita em linhas, a separação das palavras, o uso de outros símbolos, como os de pontuação. A criança vê o seu texto se concretizar.

O computador pode ajudar na alfabetização?
Ana Teberosky - O micro permite aprendizados interessantes. No teclado, por exemplo, estão todas as letras e símbolos que a língua oferece. Quando se ensina letra por letra, a criança acha que o alfabeto é infinito, porque aprende uma de cada vez. Com o teclado, ela tem noção de que as letras são poucas e finitas. Nas teclas elas são maiúsculas e, no monitor, minúsculas, o que obriga a realização de uma correspondência. Além disso, quando está no computador o estudante escreve com as duas mãos. Os recursos tecnológicos, no entanto, não substituem o texto manuscrito durante o processo de alfabetização, mas com certeza o complementam. Aqueles que acessam a internet lêem instruções ou notícias, escrevem e-mails e usam os mecanismos de busca. Ainda não sabemos quais serão as conseqüências cognitivas do uso do computador, mas com certeza ele exige muito da escrita e da leitura.

É possível alfabetizar em classes numerosas?
Ana Teberosky - Depende da quantidade de alunos. Em quatro horas de aula por dia com 40 crianças, é muito difícil e eu não saberia como fazer... Seria melhor se cada sala tivesse 20, 25. Em Barcelona, estamos experimentando os agrupamentos flexíveis, que misturam grupos de diferentes níveis, com 12 estudantes e com três ou quatro professores à disposição para orientação. Existem algumas possibilidades desde que haja contribuição da gestão pública.

Quer saber mais?

Contatos
Contextos de Alfabetização Inicial, Ana Teberosky e Marta Soler Gallart (orgs.), 175 págs., Ed. Artmed, tel. 0800 703-3444, 34 reais

Psicogênese da Língua Escrita, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, 300 págs., Ed. Artmed, 46 reais

Psicopedagogia da Língua Escrita, Ana Teberosky, 151 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2233-9000, 24,40 rea

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Defesa

As últimas defesas de TAO me surpreenderam!
É muito bom ver uma discussão ARTICULADA dos estudos desenvolvidos no curso de Lic. em Computação. A técnica não se sobrepõe ao campo didático, há um entrelaçamento discursivo fantástico.

Parabéns Thayron e Leo por terem conseguido fazer isso!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exposição de pensamento

É ... por mais que defendamos a exposição do que pensamos, algumas pessoas ainda não conseguem se livrar das amarras da escrita e do receio da exposição. Todo posicionamento é valida para re(des) construirmos conceitos.
Pensem nisso!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Retomando

Olá!!!
Faz um tempão que não passo por aqui.
Com a turma da Prática Pedagógica VI as discussões sobre a cultura digital têm sido muito proveitosas. A turma consegue enveredar pelo mundo da cultura sem perder de vista as relações de poder e têm oferecido grandes contribuições para além do autoritarismo ingênuo e desenfreado das tecologias. Isso com certeza nos ajudará em muito a compreender a resistência docente.
Hora de problematizar: Em relação ao texto Tecnotopia versus tecnofobia o que pensam sobre a afirmação de Freud ao afirmar que o poder sobre a natureza não constitui a única pré-condição da felicidade humana, assim como não é o único objetivo do esforço cultural”?
Comentem a citação:
Não importa saber se a técnica depende completamente dos desdobramentos objetivos daciência. Ela não forma um sistema independente como o universo, existe apenas enquantoelemento da cultura humana. Ela implica no bem ou no mal na medida em que os grupos sociaisimplicam no bem e no mal. A máquina em si mesma não formula nenhuma demanda e nãosustenta nenhuma promessa: é o espírito humano que faz as demandas e sustenta promessas.Para reconquistar a máquina e submetê-la a fins humanos, é necessário, antes de tudo,compreendê-la e assimilá-la” (Lewis Mumford, Técnica e Civilização, 1934).


Usem o poder de sintese de vocês e mãos à obra!

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